quarta-feira, 17 de novembro de 2010

A Formação do Estado Italiano - Risorgimento

Trabalho de pesquisa realizado pelas acadêmicas Lisiane Rodrigues e Micheline Souza.



O  Risorgimento  buscou  entre  1815  e  1870,  55  anos  unificar  a  Itália,  que  desde  o Congresso de Viena em 1815 os Estados  submetidos  a potências  estrangeiras.
Na luta sobre a futura estrutura da Itália, a monarquia, na pessoa do rei do Piemonte-Sardenha, Vítor Emanuel  II, da Casa de Saboia, apoiado pelos  conservadores liberais, teve sucesso quando em 1859-1861 formaram a  Nação-Estado,  sobrepondo-se  aos  partidários  de esquerda,  republicanos  e  democráticos,  que  militavam  sob  o  comando  de  Giuseppe  Mazzini  e Giuseppe  Garibaldi.  A  desejada  unificação  da  Itália  se deu  assim  sob  a  Casa de  Saboia,  com  a anexação  ao  Reino  de  Sardenha,  da  Lombardia,  do  Vêneto,  do  Reino  das  Duas  Sicílias,  do Ducado  de  Módena e Reggio, do  Grão-ducado da Toscana,  do Ducado de  Parma  e  dos  Estados Pontifícios.
Na  primeira  fase  da  Unificação  (1848-1849),  desenvolveram-se  vários  movimentos revolucionários  e  uma  guerra  contra  o  Império  Austríaco,  mas  concluiu-se sem modificação do statu quo.
A segunda fase, em 1859-1860, prosseguiu no processo de unificação e concluiu com a declaração da existência de um de Itália. Completou-se com anexação de Roma, antes a capital dos Estados Pontifícios, em setembro de 1870.

Com o fim das  Guerras  Napoleônicas  criou-se  diversos  estados  na  península Itálica:
Reino  da  Etrúria,  Reino  de  Itália  (1805-1814)  que  Napoleão  entregou  o  governo  do  Reino  de Nápoles  ao  seu  irmão  José.  Durante  esse  período,  esses   territórios  pas saram  por  reformas liberais e pela extinção dos priv ilégios feudais e eclesiásticos.
Após  o  Congresso  de  Viena  em  1815,  com  a  conferência  de  paz  que  se  seguiu  à derrota de Napoleão, e a liquidação do sistema, a península Itálica ficou dividida:
A Áustria dominava  a  Lombardia  e  Vêneto  (Venécia);  os  ducados  de  Parma  e Piacenza, Módena e Toscana eram regidos  pelos arquiduques austríacos; O  Piemonte,  que  integrava  o  Reino  de  Sardenha  junto  com  o  Ducado  de  Saboia  e Gênova,  era  governado  pela  casa  de Saboia, único  que  mantinha  um  caráter  mais  ou  menos liberal; O  Papa governava  os Estados  Pontifícios,  estendendo  sua  autoridade às  províncias do Adriático; Os Bourbons voltavam ao Reino das Duas Sicílias.
Os  governantes  do  antigo  regime,  impostos  pelo  Congresso  de  Viena,  sem  apoio popular, governavam com auxílio das forças austríacas.
Entretanto, as ideias nacionalistas e revolucionárias continuavam  propagando-se, incentivadas pelo progresso econômico e o amadurecimento das instituições.

As  ideias  revolucionárias  também  se  propagaram  através  de  sociedades  secretas, como os carbonários, os adelfos e os neoguelfos.
Durante  o  domínio  napoleônico, formou-se  na  Itália uma resistência  que  contou com membros  de  uma  organização  secreta, a Carbonária, uma sociedade mais ou menos maçônica, surgiu em Nápoles, dominada pelo general francês Joaquim Murat, cunhado de Bonaparte. Apesar dos  laços  de  parentesco  lutava  contra  os  franceses,  porque  as  tropas  de  Napoleão  haviam iniciado uma espoliação da Itália, embora defendessem os mesmos princípios de Bonaparte.
Com a expulsão dos franceses, a Carbonária queria unificar a Itália e implantar  os ideais liberais.
A  Carbonária  não  tinha  nenhuma ligação popular,  pois  como  sociedade  secreta,  não propagandeava  suas  atividades.  Além  disso,  a  Itália  era  uma  região  agrícola  e  extremamente católica,  com  camponeses  analfabetos  e  religiosos,  que  tradicionalmente  se  identificavam  com ideias e chefes conservadores.
Giuseppe Mazzini (1805-1872), político genovês, entrou para a sociedade dos Carbonários em 1830. Ao ser preso em 1831 por advogar  nflamadamente  a  rebelião,  passou  a criticar  as  soc iedades  secretas, seus ritos e a ineficiência militar. Afinal,  elas  não  conseguiram realizar  a  unificação  italiana e não tinham  nenhuma  representatividade  popular. Da crítica às sociedades, Mazzini passou à ação. Fundou a Jovem Itália, “organização” que pretendia libertar as regiões  italianas  do  domínio  aus tríaco  e  unificar  o  país,  por  meio  da  educação  do  povo  e  da fundação  de  uma  república  democrática. Suas palavras de ordem eram:  direito  dos  homens, progresso, igualdade jurídica e fraternidade. A sociedade organizou células  revolucionárias  em toda a península.
A esse movimento democrático opunha-se outras correntes que também pretendiam a unificação italiana. Eram osreformistas monarquistas, contrários  à  violência  proposta  por Mazzini e que acreditavam na realização da unidade  política  em torno  do reino sardo-piemontês, sob  um  regime  monárquico  constitucional  e  os neoguelfos, moderados  liderados  por  Vincenzo Gioberti,  que,  por  intermédio  de  acordos  com  a  Áustria,  queriam  formar  uma  monarquia constitucional sob o controle do papa. O nome neoguelfos tem origem nos políticos medievais que defendiam que os  papas  romanos deveriam ter também o poder temporal da Europa.
 
Em  1820,  revoltam-se  em  Nápoles  dois  oficiais  franceses,  Morelli  e  Silvati,  com  as suas divisões de cavalaria, ao clamor do rei e da ausência de uma constituição.
A  revolta começa vitoriosa,  o  exército agrupa-se  quase  completamente  ao redor dos revoltosos,  cujo  comando  é  assumido  por  Guglielmo  Pepe.  O  rei  vê-se  forçado  a  proclamar  a constituição  e  a  formar  um  governo  predominantemente  constituído  por  antigos  apoiadores  de Joaquim Murat.
Os acontecimentos em Nápoles se propagam imediatamente à  Sicília, onde  a revolta assume  um  caráter  autonomista.  Um  movimento  de  carbonários  piemonteses  exige  da  mesma forma  a  promulgação  de  uma  c onstituição,  concedida  pelo  regente  do  rei  Carlos  Félix,  Carlos Alberto.  Mas  tanto  o  movimento  napolitano  quanto  o  piemontês  são  reprimidos.  Morelli  e  Silvati acabam  na  prisão  e  com  eles  muitos  outros.  No  Piemonte,  Laneri  e  Grelli  são  condenados. E assim quase todos os que  tinham se  comprometido com as insurreiç ões dos carbonários se vêem forçados a ir para o exílio.
Os  primeiros  movimentos  conduzidos  por  oficiais  e  descendentes  da  nobreza,  com ideais  de  liberdade,  constituição  e  parlamento,  muito  distante  das preocupações  da  população ligado à agricultura principalmente, como uma política agrária.
As  insurreições  seguintes,  de  1830  e  1831,  sobretudo  nos  Estados  da  Igreja,  em Módena e em Parma, continuam a não mostrar modificações nesta esfera.
A Revolução de 1848 e a tentativa de unificação de Carlos  Alberto de Savoia-Carignano, rei da Sardenha, foi derrotado pelos austríacos e teve de  abdicar  em favor de  seu filho. O movimento de unificação de  Itália foi  desencadeado  pela revolução de 1848-1849.
Após  a  Revolução  de  Julho,  na  França,  nacionalistas  italianos  começaram  a  apoiar Mazzini e o movimento J ovem Itália.  Foram incentivados pelo liberal Carlos  Alberto  da Sardenha, que havia assumido o trono da Sardenha e que se tornara o governante de Piemonte em 1831.
O  rei  Carlos   Alberto  adotou  uma  forma  de  gov erno  diferente  dos  demais:  o parlamentarismo.  Seguindo, inclusive,  orientações  do  Papa Pio IX,  que  abolira o abs olutismo nos
Estados Pontifícios, dando anis tia aos condenados políticos, promulgando uma Constituição liberal (o Estatuto Fundamental).
Em 1847, Camilo Benso, o Conde  de Cavour, começou  a editar um  jornal chamado Il Risorgimento, influenciando  largamente  o  rei,  que,  convicto  da  necessidade  de  expulsar  os austríacos  da Lombardia e de  Veneza,  declarou  guerra à Áustria  em 1848,  contando  unicamente com suas próprias forças ("L'Italia fará da sé"/ A Itália vai fazer-se).
Os  sardo-piemonteses  tiveram  que  lutar  sozinhos,  sendo  derrotados  em  Custozza (1848) e Novara (1849).
As  condições  de  paz  eram  humilhantes  para  serem  aceitas  e,  acreditando  que  sua utilidade  para o  país  havia  terminado, Carlos  Alberto abdicou  em 23  de  março de  1849  em favor de seu filho Vitor Emanuel II (1849-1878) e se exilou em Portugal, vindo a morrer meses depois.
Entre 1848 e  1849, começam  as  tentativas  de unificação do  reino  da  Itália.  Durante esse  período,  os  revolucionários  proclamam  pelo  menos  três  repúblic as,  a  de  São  Marcos,  a Toscana  e  a  República Romana. Essa última república foi  proclamada quando,  em 1849,  Mazzini comandou uma revolução em Roma.
Os  revoltosos  cercaram  o  palácio  do  Quirinal,  onde  morava  o  Papa  Pio  IX,  e  o ameaçaram  seriamente.  Para  salvar-se,  o  pontífice,  dissimulado  sob  outros  trajes,  fugiu  para Gaeta.
Em  9  de  fevereiro  de  1849,  uma  Assembleia  Constituinte  em  Roma  proclamou  a República Romana. Um dos primeiros  atos da nova república foi a elaboração de uma constituição que pudesse ser utilizada por uma Itália unida.
 
Trabalho encontrado na íntegra para download AQUI
Slide de apresentação do trabalho AQUI

domingo, 7 de novembro de 2010

Cine Clio - Dicas de Filmes



Em busca da bibliografia para realizar um trabalho sobre o Risorgimento , o processo de Unificação dos estados Italianos, a profª Rosângela nos indicou um filme épico, produzido em 1963. Uma raridade, em nossas locadoras é impossível encontrar, mas garimpando na internet, encontramos essa obra prima do cinema italiano, muito bom mesmo, inclusive em seu contexto histórico.
Para quem quer ver astros como Alain Delon aos seus 28 anos e Claudia Cardinale com 24, em atuações primorosas, e belíssimos eternamente. 
 
Título Original: Il Gattopardo
Gênero: Drama / Histórico / Guerra

Ano de Lançamento: 1963

Duração: 180 min

País de Produção: Itália / França

Diretor(a): Luchino Visconti

O Leopardo , do diretor italiano Luchino Visconti, é um épico com 47 anos, baseado no famoso livro II Gattopardo, de Giuseppe Tomasi di Lampadusa
O filme passa na Sicília durante o século 19, sob o domínio dos Bourbons. O Príncipe de Salina Don Fabrizio (Burt Lancaster) começa a perceber que a atuação de Garibaldi iria alterar a estrutura de poder dominante na Sicília. Quando acontece o desembarque de cerca de mil homens de Garibaldi, os camisas vermelhas, Tancredi (Alain Delon), sobrinho do príncipe, sussurra para ele a fórmula mágica: "se quisermos que tudo continue como está, é preciso que tudo mude". Assim, ele também participa da luta pela unificação da Itália, garante a continuidade da influência da família no poder e ao mesmo tempo a sua própria sobrevivência social, casa-se com a filha de um latifundiário (Claudia Cardinale). Visconti retrata os antecedentes que geraram a decadência da nobreza siciliana e sua adaptação aos novos tempos.

quarta-feira, 3 de novembro de 2010

Cine Clio - Dicas de Filmes

Um Dia Sem Mexicanos




Direção - Sérgio Arau

Duração - 91 minutos

Ano - 2004



Um belo dia, como num passe de mágica, todos os mexicanos que habitam a Califórnia desaparecem. Mãos-de-obra pesada e "fazem de tudo" para o que der e viver, os chicanos, até então humilhados, se transformam em "artigo de luxo". Isso porque os loiros americanos já não sabem tocar a vida sem seus prestimosos serviçais. Explode uma crise sem precedentes, que terá como principais personagens uma jornalista de TV de origem hispânica, um senador racista, um músico "cucaracha", entre outros.


A relação trabalho e sociedade muito bem trabalhados neste filme.

terça-feira, 26 de outubro de 2010

Pingos de História

Historiador dá nova visão sobre os índios no Brasil





A historiografia indígena vigente, baseada em documentos escritos pelo homem branco, tende a transmitir abordagem unilateral e incapaz de dar conta do papel exercido pelos índios na configuração social do Brasil Colônia. Uma contribuição para ampliar o horizonte de compreensão da questão está na obra Os indígenas e os processos de conquista dos sertões de Minas Gerais (1767-1813), escrita pelo historiador Adriano Toledo Paiva e recentemente lançada.

Graduado em História pela Universidade Federal de Viçosa, Adriano Toledo cursa doutorado na UFMG, com ênfase na pesquisa dos processos de conquista e governo dos sertões da Capitania de Minas Gerais na segunda metade do século 18. O livro é resultado de dissertação de mestrado e utiliza como estudo de caso a freguesia do Mártir São Manoel dos Sertões do Rio da Pomba e do Peixe dos Índios Cropós e Croatos, localizada em área de grande extensão territorial na atual Zona da Mata.

De acordo com Toledo Paiva, a ideia de que a cultura e as comunidades nativas dos territórios conquistados nas Minas do Ouro foram dizimadas disseminou-se e perdurou por muito tempo nos manuais didáticos e em uma produção historiográfica. No entanto, a população indígena na capitania era numerosa e os registros documentais por ele analisados revelam que os aborígenes se adaptaram às situações impostas pelo processo colonizatório, reestruturando suas concepções de espaço, liderança e poder.

Para o historiador, “a descoberta e a grande provocação do estudo é observar de que maneira os índios se inseriram no universo colonial, como eles incorporaram elementos colocados como mecanismos de conquista do homem branco e de que maneira acionaram esses instrumentos para alcançar seus próprios objetivos”.

Adriano Toledo Paiva afirma que a colonização teve efeito devastador sobre as aldeias, transformando severamente alguns parâmetros da organização tradicional e eliminando lideranças e valores por meio de confrontos armados. Mas, a despeito disso, ele considera equivocada a ideia da conversão das aldeias em aldeamentos como processo que fez dos índios vítimas passivas de um projeto político.

O pesquisador mostra que os índios souberam explorar as vantagens oferecidas pelo Estado, e a partir de alianças com o poder colonial reconfiguraram suas aldeias. “Os conquistados encontraram novas formas de organização diante da suposta submissão ao poder colonial”, afirma Paiva.
 
Fonte: Café História, Portal Universidade.

Encontro Gaúcho de Estudantes de História

O EGEH, Encontro Gaúcho de Estudantes de História, vai acontecer em Pelotas entre os dias 12 e 15 de novembro, feriadão, e tem como tema "Juventude e Transformação Social". A inscrição custa R$40, inclui camping e alimentação nos três dias e é paga diretamente aos organizadores, colegas da UFPel. O encontro é um momento importante de integração entre os alunos das diferentes faculdades do estado, onde discutimos os assuntos em comum e trocamos idéias, além de realizar as tradicionais festas de confraternização entre o pessoal.

Mais informações em: http://egeh2010.blogspot.com/.

quinta-feira, 21 de outubro de 2010

História do tempo Presente

Nem só de passado vive a História. Não necessita ter vivido outras gerações para fazer uma análise do nosso meio. A informação é uma chave de conhecimento cada vez mais rápida e estende seus tentáculos cada dia mais longe de onde podemos imaginar.
Impossível nos depararmos com uma informação dessas e não relacionar ao nosso passado de fatos obscuros.

Assistam ao Vídeo. Jornalista Paulo Beringhs acusa censura na televisão brasileira.



A censura não deve ter espaço na DEMOCRACIA!


"Garanta o seu emprego que eu garanto a minha dignidade".

Rapidinhas da História - Curiosidades

Dê Uma Olhada Nestas Coincidencias Históricas
 
Abraham Lincoln foi eleito para o Congresso em 1846.

John F. Kennedy foi eleito para o Congresso em 1946.


Abraham Lincoln foi eleito presidente em 1860.

John F. Kennedy foi eleito presidente em 1960.


Os nomes Lincoln e Kennedy contêm sete letras.

Ambos estavam compromentidos na defesa dos direitos civis.


As esposas de ambos perderam filhos enquanto viviam na Casa Branca.

Ambos os presidentes foram baleados numa sexta-feira.


Ambos foram baleados na cabeça.


A secretária de Lincoln se chamava Kennedy.

A secretária de Kennedy se chamava Lincoln.


Ambos os presidentes foram assassinados por sulistas.

Ambos os presidentes foram sucedidos por sulistasa.


Ambos os sucessores se chamavam Johnson.


Andrew Johnson, que sucedeu a Lincoln, nasceu em 1808.

Lyndon Johnson, que sucedeu a Kennedy, nasceu em 1908.


John Wilkes Booth, que assassinou Lincoln, nasceu em 1839.

Lee Harvey Oswald, que assassinou Kennedy, nasceu em 1939.


Ambos os assassinos eram conhecidos pelos seus três nomes.

Os nomes de ambos os assassinos têm treze letras.


Booth saiu correndo de um teatro e foi apanhado num depósito.
Oswald saiu correndo de um depósito e foi apanhado num teatro.


Booth e Oswald foram assassinados antes de seu julgamento.


E a parte engraçada:

Uma semana antes de Lincoln ser morto ele estava em Monroe, Maryland.
Uma semana antes e Kennedy morrer ele estava em Marilyn Monroe. 

Fonte Sites:CaféHistória e OraPois

quarta-feira, 20 de outubro de 2010

Clube de História de Santiago - RS

Me desculpem pela demora e ausência de atualizações. Último sábado, dia 16, tivemos uma reunião, como diria o professor Albino, "Extramuros".
Porém, sem deixar de ser debatidos os questionamentos inerentes ao grupo.
Ainda com local indefinido e provável data no dia 29 de outubro, a próxima reunião terá como uma das funções a definição da nossa viagem aos museus históricos de São Borja.
Em breve o blog anunciará a data, hora e local a confirmar a próxima reunião.

sexta-feira, 15 de outubro de 2010

Cine Clio

Hoje terá “Terra Deu, Terra Come”

O CINECLIO - Cineclube santiaguense convida a comunidade para o lançamento do Filme "Terra Deu, Terra Come", nesta sexta-feira, 15 de outubro, às 19 horas e trinta minutos na sala do CINECLIO no Prédio 09 do Campus Universitário. Com curadoria de Rosangela Montagner e Rafaela Martins Lunardi, tendo como debatedor o professor Antônio Augusto B. Pinto.

Terra Deu, Terra Come, dirigido e produzido por Rodrigo Siqueira, é um filme cheio de encantos e encantamentos. Pedro de Alexina, 81 anos, comanda como mestre de cerimônias o funeral de João Batista, morto aos 120 anos. Documentário, memória e ficção se misturam para tecer uma história fantástica que retrata um canto metafísico do sertão mineiro. É preciso ver para crer.

Terra Deu, Terra Come, foi selecionado para o Leipzig Festival for Documentary and Animated Film - DOK Leipzig, que acontece entre 18 e 24 de outubro. O festival, que acontece na cidade alemã Leipzig, é um dos mais importantes da Europa, que se dedicam ao cinema documental. Depois de vencer o prêmio de Melhor Documentário no É Tudo Verdade 2010, e levar o prêmio de Melhor Filme de Longa-metragem na Mostra Panorâmica do Festival de Gramado, Terra Deu, Terra Come começa a dar os seus primeiros passinhos em terras estrangeiras. Estamos na subida do morro. Ê Jamundá! É Jamundá e Macurendê.

Vale a pena conferir!


Post retirado do site da URI www.urisantiago.br

quinta-feira, 14 de outubro de 2010

Clube de História de Santiago - RS

Novo encontro entre os profissionais, acadêmicos e amantes da História. Sábado, 16 de Outubro, às 17 h, no Centro Cultural Melvin Jones.

Rapidinhas da História - Humor

POR QUE O FRANGO ATRAVESSOU A ESTRADA?


PROFESSORA PRIMÁRIA:
Por que o frango queria chegar do outro lado da estrada?!?

CRIANÇA:
Porque sim.

POLYANA:
Porque estava feliz.

PLATÃO:
Porque buscava alcançar o Bem.

ARISTÓTELES:
É da natureza do frango cruzar a estrada.

NELSON RODRIGUES:
Porque viu sua cunhada, uma galinha sedutora e gostosona, do outro lado.

MARX:
O atual estágio das forças produtivas exigia uma nova classe de frangos, capazes de cruzar a estrada.

MARTIN LUTHER KING:
Eu tive um sonho. Vi um mundo no qual todos os frangos serão livres para cruzar a estrada sem que sejam questionados seus motivos.

FREUD:
A preocupação com o fato de o frango ter cruzado a estrada é um sintoma de sua insegurança sexual.

DARWIN:
Ao longo de grandes períodos de tempo, os frangos têm sido selecionados naturalmente, de modo que, agora, têm uma predisposição genética a cruzar estradas.

EINSTEIN:
Se o frango cruzou a estrada ou a estrada se moveu sob o frango, depende do ponto de vista. Tudo é relativo.

FHC:
Por que ele atravessou a estrada, não vem ao caso. O importante é que, com o Plano Real, o povo está comendo mais frango.

MALUF:
O meu governo foi o que construiu mais passarelas para frangos. Quando for eleito novamente vou construir galinheiros deste lado para o frango não ter mais que atravessar a estrada.

MACONHEIRO:
Foi uma viagem...

FEMINISTAS:
Para humilhar a franga, num gesto exibicionista,tipicamente machista, tentando, além disso, convencê-la de que, enquanto franga, jamais terá habilidade suficiente para cruzar a estrada.

CHE GUEVARA:
Hay que cruzar la carretera, pero sin perder la ternura jamás...

CAETANO VELOSO:
O frango é amaro, é linda, uma coisa assim amara. Ele atravessou, atravessa e atravessará a estrada porque Narciso, filho de Anô, quisera comê-lo, ou não!

CARLA PEREZ:
Porque queria se juntar aos outros mamíferos.

PRESIDENTE LULA
Bem companheiros isso já é um sinal que o Programa Fome Zero está dando certo, os animais comestíveis tem mais liberdade para irem onde quiserem sem ninguém querendo caçá-los.

BILL GATES
Provavelmente não conhece informática, porque esse deslocamento desnecessário podia ser via internet.


Enviado pela acadêmica Ieda Brinck

Reflexão

SÓCRATES E AS TRÊS PENEIRAS

Augustus procurou Sócrates e disse-lhe: Sócrates, preciso contar-lhe algo sobre alguém! Você não imagina o que me contaram a respeito de... Nem chegou a terminar a frase, quando Sócrates ergueu os olhos do livro que lia e perguntou:
- Espere um pouco Augustus. O que vai me contar já passou pelo crivo das três peneiras?
- Peneiras? Que peneiras?
- Sim. A primeira, Augustus, é a da VERDADE. Você tem certeza de que o que vai me contar é absolutamente verdadeiro?
- Não. Como posso saber? O que sei foi o que me contaram!
- Então suas palavras já vazaram a primeira peneira.

Vamos então para a segunda peneira: a BONDADE.
O que vai me contar, gostaria que os outros também dissessem a seu respeito?
- Não, Sócrates! Absolutamente, não!
- Então suas palavras vazaram, também, a segunda peneira.

Vamos agora para a terceira peneira: a NECESSIDADE.
- Você acha mesmo necessário contar-me esse fato, ou mesmo passá-lo adiante? Resolve alguma coisa?
Ajuda alguém? Melhora alguma coisa?
- Não, Sócrates...

Passando pelo crivo das três peneiras, compreendi que nada me resta do que iria contar.
E Sócrates sorrindo concluiu:
- Se passar pelas três peneiras, conte!
Tanto eu, quanto você e os outros iremos nos beneficiar.
Caso contrário, esqueça e enterre tudo.
Será uma fofoca a menos para envenenar o ambiente e fomentar a discórdia entre irmãos.

Devemos ser sempre a estação terminal de qualquer comentário infeliz!
Da próxima vez que ouvir algo, antes de ceder ao impulso de passá-lo adiante, submeta-o ao crivo das três peneiras por que:

Pessoas sábias falam sobre idéias;
Pessoas comuns falam sobre coisas;
Pessoas medíocres falam sobre pessoas

 Enviado pela acadêmica Ieda Brinck

Clube de História de Santiago - RS

Novo encontro entre os profissionais, acadêmicos e amantes da História. Sábado, 16 de Outubro, as 17 h, no Centro Cultural Melvin Jones.

quinta-feira, 7 de outubro de 2010

terça-feira, 5 de outubro de 2010

Rapidinhas da História

Cristãos Novos

Oliveira, Ramos, Coelho, Ribeiro. São sobrenomes de origem portuguesa, muito comuns entre os brasileiros. Fazem referência a plantas, animais e acidentes geográficos e podem indicar a presença de cristãos-novos na família. Cristãos-novos são judeus que, perseguidos durante a Inquisição em Portugal, foram obrigados a adotar o catolicismo. Para evitar novas perseguições, eles mudavam seus sobrenomes.

A peste Negra 

A Peste Negra na Europa ocorreu, porque as pessoas acreditavam que quem tivesse um gato era uma bruxa. Logo todos os gatos foram queimados, deixando os ratos (com as suas doenças) circular livremente e multiplicar-se.


Fonte: Coleção Curiosidades História – Organização Donaldo Buchweitz,
MW. Editora e Ilustrações, Ciranda Cultural.